Empresas de auditoria dos EUA gastam mais com lobby

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As maiores companhias de contabilidade e auditoria do mundo, conhecidas como "Big Four", estão injetando mais dinheiro do que nunca em lobby e campanhas políticas nos Estados Unidos enquanto confrontam novos desafios com seus reguladores e o Congresso.
Deloitte, Ernst & Young, KPMG e PricewaterhouseCoopers gastaram, no ano passado, 9,4 milhões de dólares com lobistas internos e externos, de acordo com uma análise de Reuters de relatórios de divulgação do Congresso.
Isso é mais do que foi gasto em qualquer outro ano desde 2002, o ano da queda da Arthur Andersen, ex-auditoria da Enron, quando os principais participantes do mercado caíram de cinco para quatro. Mesmo voltando para 1999, o primeiro ano em que há relatórios online disponíveis, os custos anuais da indústria, incluindo a Arthur Andersen, eram menores do que o do ano passado.
A fila do lobby das quatro grandes empresas de auditoria tem aumentado também. A Deloitte, por exemplo, mais do que dobrou o número de lobistas registrados para 25, incluindo oito internos, de acordo com os relatórios.
Uma porção significativa dos esforços de lobby das quatro maiores empresas é para tentar influenciar o Conselho de Fiscalização de Contabilidade das Companhias Públicas (PCAOB, na sigla em inglês). O painel de supervisão, de quase uma década de idade, está debatendo mudanças regulatórias que podem ter implicações importantes para os negócios de auditoria.
Outros esforços de lobby envolvem tópicos que vão além da auditoria, como políticas que iriam afetar o trabalho de consultoria que as companhias fazem em contratos com agências para os Estados Unidos.
Em entrevista à Reuters, o presidente do Conselho de Administração da PricewaterhouseCoopers, Bob Moritz, afirmou que o lobby da companhia no PCAOB tem intenção "de tornar claro que temos um entendimento comum dos desafios que cada um de nós enfrenta," adicionando que "estamos absolutamente alinhados em levar a profissão para o próximo nível."
Kathryn Metcalfe, uma porta-voz da Deloitte, afirmou em comunicado por email que parte do lobby da empresa "diz respeito a questões políticas que são relevantes para o tipo de trabalho que fazemos para o governo federal." Ela disse que esse tipo de lobby impulsionou os gastos da Deloitte em 2010. Ela se recusou a comentar sobre atividades específicas de lobby.
As outras duas principais companhias de auditoria se recusaram a comentar. (Reuters por David Ingram e Dena Aubin).

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