quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Professor Agnaldo Batista participa do BlogCONTABILIZANDO: Monografia e o Curso de Ciências Contábeis da FACAPE foram os assuntos abordados


Foto arquivo

O Professor Universitário Agnaldo Batista*, entrou em contato com o BlogCONTABILIZANDO para parabenizar o nosso trabalho e em seguida tecer comentários acerca do artigo - Monografia: um bicho de sete de cabeças? -. Agnaldo atua há 15 anos como Docente, foi um dos fundadores do Curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (FACAPE), além de Coordenador e Diretor Acadêmico. Segundo o Professor a monografia é um "bicho" de grande preocupação para alunos e professores.

Sobre o artigo acima citado Agnaldo disse: “você abordou muito bem que o bicho é formado por várias cabeças e cada uma delas é responsável pelo mesmo destino. Imagine então um ônibus sendo dirigido por três motoristas, cada um com um volante, são poucas as chances de todos os motoristas decidirem pelo mesmo destino".

Ainda segundo Batista num trabalho científico é bem assim, todos possuem o poder de dar destino à monografia. “Claro que só haverá porto seguro se todos os "motoristas" agirem coordenadamente”. É preciso que alunos e professores estejam certos de que Contabilidade é uma Ciência, e como tal requer comportamento investigativo. No entanto, a realidade nacional indica que não queremos sequer manter um nível razoável de leitura. Pondera Batista.

“Conheço bem a realidade FACAPE. Preciso dar razão a alguns comentários sobre a dificuldade de se ter orientadores e projetos com qualidade, mas veja que o problema já começa aqui. Sem qualidade não haverá orientador” ressalta o Professor.

Na visão do Professor Agnaldo a matriz curricular do curso deve dar estímulos ao aluno para que ele esteja devidamente preparado e sabedor dos desafios que enfrentará ao redigir um bom projeto de pesquisa (a alma do bicho). Disse que todos os professores do curso devem tratar da investigação científica em sua disciplina e mostrar aos alunos a importância da investigação para o profissional. Que a velocidade das mudanças do mundo moderno exige do Contador esse espírito científico. "Contabilidade definitivamente não é um conjunto de rotinas com tarefas repetitivas", enfatiza Batista.

Falando em matriz curricular, Agnaldo disse que antes de qualquer comentário é preciso reafirmar que no Curso de Contabilidade da FACAPE tiveram muitos e muitos trabalhos de excelente qualidade e que o Curso inicia uma nova fase. O professor nos adiantou que em fevereiro próximo entra em vigor duas grandes conquistas. A primeira é a mudança da matriz curricular, mais voltada para a produção científica, com quatro disciplinas direcionadas para a produção do Trabalho de Conclusão de Cursos (TCC), (antes eram apenas ABNT no início e orientação no fim do curso). O Professor informou também que foram acrescidas as disciplinas de Tópicos Contemporâneos de Contabilidade e Elaboração do Projeto de Pesquisa. A primeiras destas será oferecida no quinto período e objetiva debater os possíveis temas de monografia com os alunos. A segunda, como o próprio nome sugere é a elaboração do projeto propriamente e objetiva dar qualidade aos projetos. Com isso desaparecem as “desculpas” de projetos ruins. Batista afirma que a nova Estrutura Curricular é obrigatória para os alunos egressos em 2012 e facultativa para os demais alunos.

"A segunda grande novidade é a regulamentação do TCC, matéria votada/aprovada no Conselho Deliberativo que estabelece as regras de orientação, trata dos direitos e deveres "das três cabeças do bicho" um verdadeiro guia, do qual o aluno deve ter pleno conhecimento desde o seu ingresso no curso", preconiza Batista. O professor que foi relator da matéria adiantou ao BlogCONTABILIZANDO que as novas regras estabelecem os direitos e deveres do Colegiado do Curso, do Coordenador do Curso, da Banca Examinadora, do Orientador da Pesquisa e do Aluno. As novas regras são válidas para todos os alunos, antigos e novatos. Batista adiantou que as competências estabelecidas pela nova regra estão assim dispostas:

Art. 5º - Compete ao Colegiado do Curso:

I. Reunir-se extraordinariamente, pelo menos uma vez por semestre, para tratar das questões que envolvem o TC.
II. Definir regras assessórias e complementares a este regulamento.
III. Definir, em conformidade com o Art. 2º os tipos de TC adotados pelo Curso.
IV. Estabelecer o perfil dos orientadores e membros de bancas examinadoras.
V. Aprovar a indicação de orientadores que sejam de fora do quadro funcional da FACAPE.
VI. Nomear Comissão de Revisão de atos e procedimentos disciplinares e/ou éticos envolvidos com o TC.
VII. Encaminhar ao Conselho de Ética e demais responsáveis os atos e agravos que recomendem aplicação de penalidades a docentes ou discentes por falta moral, legal ou ética no processo de elaboração do TC.

Art. 6º – Compete ao Coordenador do Curso:

I. Indicar os professores orientadores, ouvindo os interessados.
II. Elaborar semestralmente o cronograma de tarefas e avaliações relacionadas ao TC.
III. Supervisionar a interlocução entre orientadores e orientandos.
IV. Dar publicidade perante os alunos das normas inerentes ao TC.
V. Disponibilizar recursos necessários às orientações, pesquisas e apresentações dos TC’s.
VI. Manter sob sua guarda os termos de compromisso assinados pelo orientador e orientando, as atas de apresentação e as cópias encadernadas dos TC’s.
VII. Disponibilizar na página do curso na internet cópia dos trabalhos ou seus respectivos resumos.
VIII. Emitir certificados de orientação e participação em bancas.
VIX. Resolver, em caso de necessidade, a mudança de orientador, comunicando compulsoriamente ao Colegiado do Curso as causas que ensejaram a mudança para análise e posicionamento quanto a necessidade de procedimento administrativo para apurar os fatos.

Art.7º – Compete ao Professor Orientador:

I. Declarar ao Coordenador do Curso, antes do inicio de cada semestre, quais as linhas de pesquisa do curso deseja orientar naquele semestre.
II. Avaliar a pertinência e coerência dos Projetos com a Linha de Pesquisa do Curso e assinar termos de compromisso de orientações aceitas.
III. Estabelecer cronograma de orientação e/ou convocar seus orientandos para reuniões de orientação geral, quando entender necessário, em horário previamente fixado;
IV. Atender aos orientandos regularmente, nos horários estabelecidos no  cronograma de atendimento;
V - Comunicar por escrito ao Coordenador do Curso e ao Professor Responsável pelo TC os casos de alunos que não atendam às convocações ou não cumpram prazos e tarefas, bem como faltas graves que atentem ao compromisso ético, moral e legal;
VI – Ordenar, junto com o Professor de TC, a marcação da apresentação oral, quando julgar que o trabalho do orientando possui as condições e padrões estabelecidos pelo Colegiado.
VII – Indicar membros da Banca Examinadora, observado o perfil exigido pelo Colegiado do Curso.
VIII- Presidir as bancas examinadoras de seus orientandos.
IX – Responsabilizar-se junto com seu orientando pelas mudanças propostas pela Banca Examinadora ao TC quando da apresentação oral.
X - Assinar, juntamente com os demais membros da banca examinadora, a ficha de avaliação do aluno;

Art.8º - Compete ao Professor da Disciplina TC:

I. Suprir a competência do Professor Orientador quando o tipo de TC ou o Projeto Pedagógico não contemplarem a figura do orientador.
II. Atender aos alunos, individualmente ou em grupos, no que se referem a orientações de caráter geral, prazos, normas ou regulamentos;
III. Manter os registros de presenças, notas e demais anotações oficiais da caderneta.
IV. Responsabilizar-se pelo aspecto metodológico do relatório de pesquisa, zelando pela obediência ás normas da ABNT e manuais institucionais.
V. Revisar ou criar as condições de revisão da coerência, coesão e demais aspectos textuais da redação do TC.
VI. Ordenar, junto com o Professor Orientador, a marcação da apresentação oral, quando julgar que o trabalho do orientando possui as condições e padrões estabelecidos pelo Colegiado.
VII. Manter diálogo com os orientadores para a discussão das atividades inerentes ao processo de orientação e ao adequado desenvolvimento do TC;

Art. 9º - Compete à Banca Examinadora:

I. Reunir-se pelo menos uma vez antes da apresentação verbal para debater a qualidade da pesquisa, a adequação das normas técnicas e a pertinência do tema com as linhas de pesquisa do Colegiado do Curso.
II. Ouvir a apresentação pública do orientando, fazer os comentários que achar pertinente, fazer perguntas, sugerir mudanças e de qualquer forma contribuir com o TC.
III. Atribuir, cada membro individualmente, as notas para o computo da média final do orientando.
IV. Emitir Parecer e subscrevê-lo em Ata, sobre a defesa pública do TC.
V. Declarar aprovado ou reprovado o orientando.

Art. 10 - Compete ao Orientando:

I. Buscar entre os professores da linha de pesquisa escolhida um orientador para sua pesquisa
II. Entregar o pré-projeto de pesquisa ao Coordenador do Curso, juntamente com o Termo de Compromisso assinado pelo orientando e orientador;
III. Respeitar os prazos estabelecidos no calendário acadêmico da FACAPE, comparecer às aulas de TC (Monografia) e às reuniões convocadas por seu orientador, devendo justificar eventuais faltas;
IV.  Disponibilizar ao Coordenador do Curso, ao Professor de TC e ao Orientador da Pesquisa, endereço físico e eletrônico atualizado e seus contatos telefônicos.
V. Manter contato com o orientador para discussão e aprimoramento de sua pesquisa;
VI - Cumprir o calendário divulgado para entrega de projetos, relatórios parciais e versão final do TC;
VII - Entregar ao orientador e ao professor de TC relatórios parciais de leitura ou sobre as atividades desenvolvidas, sempre que solicitado;
VIII - Submeter seu texto ou seu projeto à revisão do orientador e ao professor de TC, assim como providenciar as modificações e acréscimos recomendados;
VIX - Elaborar a versão final de seu TC, de acordo com o presente Regulamento, as instruções de seu orientador e do Professor Responsável pelo TC, atendendo às normas da ABNT e regulamentos institucionais da FACAPE, submetendo-o à revisão final;
IX- comparecer em dia, hora e local determinados, para apresentar oralmente o TC.
X. Comunicar por escrito ao Coordenador do Curso as faltas ou descasos do orientador, comprovando-as e solicitando a indicação de um novo orientador.

“Estamos em uma nova fase. Foram dois anos de debates e entendimentos sobre a nova matriz, os objetivos... a cara do curso e do aluno. Agora estamos sim confiantes de que nossos problemas serão minimizados e que nossos professores e alunos terão ainda muito mais prazer em ter um certificado de conclusão do Curso de Contabilidade”. Batista enfatiza que a “Regra é clara” só a qualidade interessa. Finaliza.

O BlogCONTABILIZANDO parabeniza o Professor pela iniciativa em debater sobre assuntos do interesse da comunidade acadêmica de forma transparente e segura.

*Agnaldo Batista, Professor Universitário, Analista de Contabilidade na área de Auditoria e Perícia Ministério Público de Pernambuco, Graduado em Administração e em Ciências Contábeis, pós-graduado em Controladoria, Mestre em Economia e Doutorando em Contabilidade nas Universidades do Minho e de Aveiro em Portugal, http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4718589A9.

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