domingo, 29 de janeiro de 2012

Exame de Suficiência CFC/CRC: Auditoria Contábil “Aspectos Introdutórios”





A origem latina do termo auditoria, que vem de audire (ouvir), foi ampliado pelos ingleses como auditing para denominar a tecnologia contábil da revisão. Para atender o mundo globalizado, de uma sociedade moderna composta pelas grandes organizações, com o desenvolvimento econômico dos países, gerando crescente complexidade na administração dos negócios, onde as transações são contabilizadas em real-time, sujeitas às determinações fiscais e legais, e devido à criação de normas regulamentadoras da profissão, o conceito de auditoria tem-se ampliado ao longo do tempo.

A auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e a eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado.

A função da auditoria contábil é manifestar uma opinião sobre as Demonstrações Contábeis de uma entidade, envolvendo todos os critérios adotados para sua elaboração, bem como todos os processos de registros e controles desenvolvidos internamente. Visa fornecer informações seguras, transparentes e relevantes para o desenvolvimento das atividades empresariais, objetivando ainda o claro entendimento para os usuários destas informações.

A auditoria externa ou auditoria independente surgiu como parte da evolução do sistema capitalista. No início, as empresas eram fechadas e pertenciam a grupos familiares.

Com a expansão do mercado e o acirramento da concorrência, houve a necessidade de a empresa ampliar suas instalações fabris e administrativas, investir no desenvolvimento tecnológico e aprimorar os controles e procedimentos internos em geral, principalmente visando à redução de custos e, portanto, tornando mais competitivos seus produtos no mercado.

Com a evolução das organizações, os procedimentos internos tornaram-se cada vez mais complexos, portanto carentes de pessoas que os avaliassem de forma sistemática, e dessa necessidade surgiu o auditor interno, como uma ramificação do auditor externo e, consequentemente, do contador. O auditor interno é um empregado da empresa, e dentro de uma organização ele não deve estar subordinado àqueles cujo trabalho examina. Além disso, o auditor não deve desenvolver atividades que ele possa vir um dia a examinar. 

O controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos, métodos ou rotinas com os objetivos de proteger os ativos, produzir dados contábeis confiáveis e ajudar a administração na condução ordenada dos negócios da empresa. Os dois primeiros objetivos representam controles contábeis e o último, controles administrativos.

REFERÊNCIAS

Manual de Contabilidade Societária (Atlas, 2011)
Auditoria Contábil, textos e exercícios (Farnopi, 2011)
A importância da auditoria na detecção de fraudes (Sefaz/ES, 2003).

AUTORES

Sérgio de Iudícibus, Eliseu Martins, Ernesto Gelbcke, Ariovaldo Santos;
Madison Luis S. Guilherme
Geraldo José Pinheiro e Luís Roberto Silva Cunha.

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