Cresce o número de fraudes realizadas por funcionários

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Apesar do número de empresas que dizem ter sofrido algum tipo de roubo ou quebra de segurança ter diminuído no último ano, a quantidade de fraudes promovidas por agentes internos aumentou. É o que aponta um relatório anual produzido pela consultoria Kroll e a Economist Intelligence Unit com mais de 1,2 mil executivos seniores de todo o mundo.
Em 2011, 75% das empresas registraram algum tipo de violação de segurança como roubo de bens físicos e de informação, suborno, corrupção ou irregularidades financeiras. Em 2010, esse número chegava a 88%. Ao mesmo tempo, das companhias que sofreram algum tipo de fraude no último ano, 60% disseram ter identificado que o ataque veio de um funcionário ou fornecedor ligado à empresa, ante 55% em 2010.
“Acreditamos que esse número seja ainda maior, pois nem todas as organizações divulgam casos de fraude interna e muitos não são descobertos”, explica o diretor executivo da Kroll em São Paulo, Vander Giordano. Para ele, a diminuição do índice demonstra que as companhias passaram a ter uma atitude mais ativa em relação à segurança. “Mas as empresas precisam perceber que o perigo pode morar ao lado”.
Para Giordano, o momento atual vivido pelo Brasil torna ainda mais importante a necessidade de controlar e combater fraudes internas. “Com o aquecimento da atividade econômica e o aumento do número de aquisições e fusões, as empresas podem deixar essas medidas em segundo plano”, diz. Para o diretor, falta no país uma cultura de apuração de fraudes internas, além de mais investimento em gerenciamento de risco.
Parte das ações que podem contribuir para a diminuição do número de fraudes passa pela gestão de pessoas, diz o diretor. “É preciso investir em treinamento para disseminar os valores da empresa de forma eficiente”, explica. Essa prática, inclusive, deve se estender aos fornecedores e aos terceirizados. Além de danos à imagem da empresa, o risco costuma se traduzir em perdas financeiras. Casos de fraudes custaram às empresas 2,1% do faturamento ao longo de 2011. Para 18% das companhias, a perda chegou a 4% dos ganhos. (Valor por  Letícia Arcoverde).




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