A Morte e os Impostos

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Se tem uma coisa que não temos o menor prazer de fazer, e se é que tem alguém que goste, deve ser uma rara exceção, apesar de na verdade não ser ruim, como veremos, é pagar impostos.



Ora, se fosse para dar prazer talvez se chamasse prazeroso, ou se fosse justo ou medido poderia ser chamado digno.

E por isso é que ele tem esse nome: "Imposto", justamente porque não nos dá opção de querer, ou de questionar, ele nos é imposto. E não temos como deixar de pagar.


É tão antigo quanto a existencia do estado, desde que os homens começaram a se organizar em sociedade ele existe, já teve muitos nomes e formas, até mesmo diferentes meios de pagamentos, porém sempre teve a mesma natureza, a obrigatoriedade. Normalmente em nome ou em prol de um regime, estado ou organização.


Ele é certo como a morte, existe um ditado que diz que há duas certezas absolutas na vida, a morte e os impostos... você pode até mesmo duvidar da morte, mas não duvide dos impostos.


A carga tributária pode até ser alta e injusta, e na maioria das vezes mal aplicada. Neste sentido o que podemos fazer é escolhermos dirigentes que possam aplicar melhor o dinheiro dos impostos para que seja necessário arrecadar menos, e é desnecessário frisar questões de corrupção, nem temos espaço para isso.


Estamos caminhando para dias em que o controle do dinheiro está em tudo e em todas as partes, a tecnologia da informação evoluiu a níveis inimagináveis nestas últimas duas décadas. Logo sonegar não é a idéia da vez, e sim planejar. Fazemos as coisas com o melhor conhecimento possível e da forma correta, sendo esta a única via de se realmente ter lucro e não ser pego nas malhas finas da vida ou autuações e aplicações de multas do governo.


Baseado nisso é que devemos, ao inves de tentar evitar os impostos, sonegar ou procurar formas de não pagá-lo, fazer um planejamento tributário, que em resumo é procurar as melhores alternativas dentro da atividade exercida respeitando a lei, tanto como pessoas pessoas naturais ou pessoas jurídicas.


Praticamente em todas as nações, sociedades ou estados o parâmetro para pagamento de impostos é a geração de renda. Isso na verdade verdade é uma das partes boas do imposto, se estamos pagando é sinal de que estamos gerando renda, que estamos produzindo, e seguindo este raciocínio quanto mais imposto pagarmos melhor será.


Nas empresas o planejamento tributário é importantíssimo, a maior dica é conseguir saber exatamente qual é a carga tributária existente naquela atividade ou produto, para que não se tenha uma falsa idéia de lucratividade onde na verdade não existe.


Por isso é comum ouvirmos que não se tem o dinheiro dos impostos. Como é possivel? Se já se sabia no momento em que houve a renda que ele deverá ser pago? No nosso modelo os impostos são pagos pelo consumidor final das mercadorias ou serviços, então é questão de repassar ao fisco o dinheiro que já é dele no momento em que a renda foi gerada.


E se não for questão de repasse, agregar ao preço o imposto que lhe caiba; e assim pagar o que é cobrado, e ponto final. " Daí a César o que é de César".

Heliton Tolentino Magalhães Costa

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