quinta-feira, 10 de novembro de 2011

BlogCONTABILIZANDO.COM contablogou com o Professor João Carlos Hipólito, parte I


O BlogCONTABILIZANDO.COM aproveitou a realização da XXII edição da Feira de Marketing na FACAPE ontem (09/11) para fazer o fechamento do bate papo realizado com o Professor Universitário João Carlos Hipólito Bernardes do Nascimento. 

João Carlos é 
Contador, especialista em Gestão de Recursos Humanos e Gestão de Negócios. Está em fase final do Mestrado em Contabilidade pela FUCAPE Business School e iniciou Doutorado em Contabilidade na Universidade do Minho e Aveiro em Portugal.

Na oportunidade finalizamos a conversa que foi pautada na sua trajetória acadêmica, monografia em contabilidade e Normas Internacionais em Contabilidade. Hipólito se mostrou muito receptivo a nossa equipe e frisou da sua disponibilidade em contribuir sempre que for solicitado.

Acompanhe agora parte da conversa da nossa equipe com o professor:

CONTABLOGANDO:
Blog: Professor João Carlos, faça uma breve apresentação sobre você como pessoa e profissional.

João Carlos: Bem, sou natural de Petrolina (embora resida em Casa Nova –BA desde os meus 3 anos de idade), consultor da Forte Material de Construção Casa Nova LTDA, empresa que me propiciou a 1ª oportunidade profissional desde 2004 (na verdade, trabalhava com meus pais em uma lojinha de presentes, mas a Forte foi, de fato, minha 1ª experiência profissional) e, atualmente, estou professor da FACAPE (nas disciplinas de Monografia e Administração Financeira I e Contabilidade Internacional no curso de Contabilidade e Análise e Decisões de Investimentos e no curso de Administração de Empresas) e da Faculdade São Francisco de Juazeiro (FASJ) nas disciplinas de Gestão Orçamentária, Contabilidade Geral e  Contabilidade de Custos.

Blog: Casa Nova tem cerca de 65 mil habitantes, como foi sair do interior para buscar oportunidades no Brasil e Exterior?

João Carlos: Pois é, acho formidável a forma como Deus realiza seus planos. Na verdade, nunca havia pensando em seguir a carreira de docência do Ensino Superior, nem tão pouco em me dedicar à pesquisa científica, mas Ele tem trabalhado nos bastidores, abrindo portas. Às vezes fico observando as coisas acontecerem, num encadeamento impressionante e concluo que não existe outra justificativa plausível do que a existência de Alguém maior com um plano estabelecido... Mas voltando a questão, é indescritível esta possibilidade de explorar novas oportunidades em outras regiões.

Blog: O curso de Ciências Contábeis é sua segunda graduação em nível superior, foi com a contabilidade que João Carlos se encontrou? Qual foi a contribuição dessa Ciência na sua formação?

João Carlos: Bem, quando entrei na Forte Construção já estava cursando o curso de Tecnologia em Processos Gerenciais pela UNOPAR Virtual. Os gestores não enxergaram com bons olhos (na verdade isso é praxe no mercado o que, ao meu ver, deveria ser melhor debatido, mas isso é assunto para outro momento neste blog), assim, sugeriram que fizesse um curso de graduação na FACAPE. Como já estava na área de gestão (entrei como vendedor, mas nesta época, 6 meses após ingressar na empresa, migrei para auxiliar administrativo-financeiro), decidi por Contabilidade pelo desejo de atuar no gerenciamento empresarial e, principalmente,  por não existir o curso de Economia no turno noturno (na verdade sempre desejei cursar economia, se um dia tiver oportunidade farei este curso!). Hoje tenho certeza que foi a melhor decisão a ser tomada, no meu ponto de vista a Contabilidade é fascinante (com exceção do âmbito fiscal, pois não é minha praia). Tenho grandes expectativas acerca da valorização da profissão nos próximos anos, sobretudo em decorrência do advento dos International Financial Reporting Standards (IFRS).


Blog: Professor você considera que o ponto de partida inicial se deu quando você participou, após a conclusão do curso, de um prêmio (bolsa de mestrado) de concorrência Nacional em que você ficou em 2º lugar?

João Carlos: Mais uma vez, reafirmo que acho formidável a forma como Deus realiza tudo. Havia concluído minha monografia da Especialização em Recursos Humanos pela Universidade de Pernambuco (UPE) – que por sinal alguns colegas insistiam em caracterizá-la com pós de mulher, [risos] – e publicado-a como capítulo de livro (http://www.ot.ufc.br/portal02/index.php?option=com_docman&task=doc_details&gid=86&Itemid=76). Prof. Ricardo Duarte (UNIVASF), meu orientador da pós graduação, pesquisando no Google® encontrou, por acaso, o prêmio Excelência Acadêmica (http://www.fucape.br/premio_excelencia_academica/) que abriria inscrições em alguns meses. Entretanto, como já havia publicado minha monografia da UPE no Simpósio de Engenharia da Produção da região Nordeste - SEPRONE -, resolvi, juntamente com Prof. Esp. Romério Galvão, meu orientador da graduação em Contabilidade, submeter a monografia da FACAPE. Foi maravilhoso ser informado que meu estudo fora selecionado como uma das 20 melhores do Brasil e encontrava-se em votação pública on line. Achei o máximo, mas para minha surpresa, tive meu trabalho reconhecido como o 2º melhor do Brasil no ano de 2009, sendo contemplado com uma Bolsa de Mestrado na Fucape Business School, conceito 5 na CAPES; bolsa de iniciação científica e um estágio na Controladoria da Arcelor Mittal Tubarão (a ser exercido posteriormente). Foi fantástico! Sinceramente achava que a monografia tinha ficado legal, mas não esperava tanto. De fato, a partir deste momento minhas possibilidades foram incrementadas exponencialmente.

Blog: Você incentiva e orienta os acadêmicos que pretendem seguir esse caminho?

João Carlos: Em relação à orientação aos acadêmicos, penso que depende do perfil. Sempre questiono-os sobre o que pretendem com a Monografia. Invariavelmente alguns desejam apenas se formar e ponto, nesses casos, não há muito o que ser feito (muito embora julgue um desperdício de tempo e recursos o aluno “pesquisar” para simplesmente cumprir uma formalidade, marginalizando chances reais de alavancar sua carreira). Àqueles que percebo que desejam algo mais, faço o possível para contribuir na pesquisa, abrindo horizontes para pesquisa.

Blog: Você sempre tá em processo de produção científica, seja em seminários ou periódicos especializados. Vamos entrar um pouco agora no assunto, Traballho de Conclusão de Curso (TCC), mais precisamente Monografia. O grande problema dos alunos é definir o problema de pesquisa, porquê? E quais suas dicas a respeito?

João Carlos: Acho que o problema ocorre por inúmeros fatores. Um pouco por falhas nossas, como professores, parte por culpa das Instituições de Ensino (IES) e também, um pouco em decorrência dos próprios alunos. Um problema de pesquisa é, na prática, uma questão inquietante que o aluno gostaria de solucionar. Não julgo normal passar toda a graduação e não ser despertado sobre nenhuma questão... Será que não temos problemas? Nada careceria ser melhor esclarecido? Lembrem não são as respostas que movem o mundo, mas as perguntas...
Alguns justificam que não temos recursos, mas não é uma justificativa válida. Como cientistas sociais, temos um laboratório imenso a céu aberto que teimamos em sub-aproveita-lo. Imensuráveis oportunidades de pesquisa poderiam ser efetivas sem custos, basta que enxerguemos o mundo com um olhar mais questionador!
Penso também que parte do problema passa pela nossa falta de cultura de pesquisa e inovação. Dizem que o Brasil é o país mais empreendedor do mundo, entretanto, tenho uma ressalva. Notem que o empreendedorismo tupiniquim é bem distinto de, por exemplo, o estadunidense. Aqui as pessoas abrem negócios por necessidade, copiando modelos que aparentemente deram certo com algum conhecido/vizinhos, pouco agregando valor. Nos estados Unidos, a maior parte dos empreendimentos são ligados à criação de valor, leia-se inovação! Só para dar um exemplo, na revista Exame edição 1.000, é relatado o caso de um cidadão com comprou containers usados, desenvolveu um sistema que controla as condições de luminosidade, temperatura e insumos e tornou-se milionário ao disponibilizar, em plena as ruas de Nova York, alimentos orgânicos. Esta é uma diferença monumental!

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